A Procuradoria-Geral da República (PGR) descartou conceder perdão judicial ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), por considerar que sua delação premiada foi marcada por “omissões, contradições e descumprimento das obrigações pactuadas”.
A avaliação está nas alegações finais apresentadas na noite desta segunda-feira (14) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da tentativa de golpe de Estado em 2022.
No documento, entregue pouco antes do fim do prazo, Gonet também pede a condenação de Bolsonaro e de outros sete acusados que compõem o núcleo central da trama golpista. A PGR defende que seja concedido a Cid apenas o direito à redução mínima da pena, de um terço, e não os dois terços previstos para colaborações consideradas completas.

