O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha do candidato à presidência de Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta quinta-feira (17) o reajuste do programa Bolsa Família anunciado pelo governo Lula (PT). Em sua rede social X, Marinho questionou o momento da mudança, anunciada a menos de duas semanas das eleições.
“O Bolsa Família é importante. Mas dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral, atropelando o Congresso e a legislação”, afirmou o senador. Na avaliação dele, o governo estaria utilizando o aumento do benefício em meio à disputa eleitoral.
Marinho também criticou a política fiscal e o endividamento do país. Segundo o senador, o governo anterior, de Jair Bolsonaro teria deixado as contas públicas “no azul” e reduzido em quatro pontos a relação entre dívida e PIB em 2022. Em contraponto, afirmou que a atual gestão elevou esse indicador em 13 pontos.
“É o Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas”, declarou. Na sequência, o senador citou entre as medidas que, segundo ele, pesam sobre a população o aumento de impostos, dos juros e da inflação, além do endividamento das famílias e da chamada “taxa das blusinhas”.
O senador também fez críticas políticas a Lula e citou Alexandre de Moraes e Roberta Luchsinger. Sem apresentar novos elementos na publicação, afirmou que o presidente estaria criando uma “cortina de fumaça” para esconder essas questões. Ao final, Marinho declarou: “O povo não será enganado por quem sequestra o futuro de nossas famílias” e afirmou que, em sua avaliação, “em duas semanas, Lula será aposentado” pelo eleitorado.

