A maioria dos brasileiros não acredita na possibilidade de países estrangeiros interferirem nas eleições de 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28). O levantamento mostra que 51% descartam essa possibilidade, enquanto 41% avaliam que existe risco de influência externa no processo eleitoral.
Na comparação com a rodada anterior em que a pergunta foi feita, em 14 de agosto, houve uma redução no percentual dos que consideram possível uma interferência estrangeira. O índice passou de 45% para 41%.
No sentido contrário, a parcela que não acredita nessa possibilidade aumentou numericamente de 48% para 51%.
Entre os entrevistados classificados pela Quaest como bolsonaristas, 48% afirmam acreditar que países estrangeiros podem interferir nas eleições deste ano.
O percentual representa uma redução em relação ao levantamento de agosto, quando 64% desse grupo consideravam possível uma influência externa. A diferença entre as duas rodadas é de 16 pontos percentuais.
A percepção também diminuiu entre os eleitores classificados como de direita não bolsonarista. Nesse segmento, 46% veem possibilidade de interferência estrangeira, contra 52% registrados anteriormente.
Entre os entrevistados identificados como de esquerda não lulista, o percentual passou de 48% para 40%.
Já entre os lulistas, 33% acreditam na possibilidade de interferência estrangeira. No grupo classificado como independente, o índice é de 41%. Segundo o levantamento, os percentuais desses dois segmentos permaneceram estáveis em relação à medição anterior.
Além de perguntar sobre uma eventual interferência estrangeira nas eleições, a Quaest buscou medir a preocupação dos brasileiros com a possibilidade de influência internacional após a votação.
A pergunta apresentada aos entrevistados foi: “Você tem medo de que EUA ou China passem a mandar no Brasil depois da eleição?”
Em relação à China, 42% disseram ter muito medo dessa possibilidade. Outros 17% afirmaram ter algum medo, enquanto 39% responderam não ter nenhum medo.
Quando a pergunta envolve os Estados Unidos, 39% afirmaram ter muito medo de uma eventual influência sobre o Brasil depois das eleições. Outros 16% disseram ter algum medo, enquanto 42% declararam não ter nenhum medo.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 24 e 27 de setembro. As entrevistas foram realizadas presencialmente e em domicílios. O desenho amostral combina sorteio probabilístico de municípios e setores censitários do IBGE com seleção dos entrevistados por cotas. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06520/2026.

