O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou, nesta sexta-feira (25), que não pretende antecipar para 2027 as discussões sobre a escolha do candidato de seu grupo político à sua sucessão. Em entrevista à Piatã FM, o gestor disse que o próximo ano será dedicado à administração municipal e que o debate eleitoral ficará para 2028.
“Quem vier tratar comigo de política em 2027 vai falar sozinho”, afirmou o prefeito, segundo informações do Classe Política.
A declaração ocorre em meio às primeiras movimentações de aliados em torno da sucessão no Palácio Thomé de Souza. A vice-prefeita Ana Paula Matos (União Brasil) aparece entre os nomes mencionados para a disputa, mas Bruno evitou antecipar apoio a qualquer possível candidatura.
Segundo o prefeito, a escolha deverá considerar as opiniões dos integrantes do grupo, da população e os resultados de pesquisas que serão realizadas para avaliar os nomes disponíveis.
“Em 2028 eu vou ouvir o grupo, ouvir as pessoas, vou fazer pesquisas. E tem uma certeza, quem escolhe candidato do nosso grupo é o público. O que as pesquisas apresentarem, que é o melhor nome pra me suceder, terá meu apoio”, complementou Bruno Reis.
Embora Bruno Reis tente adiar a discussão, integrantes de seu grupo começaram a manifestar publicamente preferências para a eleição municipal de 2028. Nesta semana, o ex-secretário municipal de Governo e candidato a deputado federal, Cacá Leão (PP), declarou apoio a uma eventual candidatura de Ana Paula Matos. Durante uma agenda pública, o progressista afirmou que gostaria de vê-la como prefeita de Salvador e se colocou como possível apoiador de sua candidatura.
O secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, também se manifestou favoravelmente ao nome da vice-prefeita. Em publicação nas redes sociais, ele disse ter recebido com satisfação a declaração de Cacá e sinalizou disposição para participar de uma eventual construção política em torno de Ana Paula.
Durante a entrevista desta sexta-feira, Bruno Reis reconheceu que aliados já demonstram preferências, mas procurou desvincular essas manifestações de uma posição oficial. O prefeito defendeu que o grupo evite antecipar uma disputa interna e afirmou que declarações feitas neste momento representam posições individuais.
“Mas vamos esquecer isso, só vamos tratar disso em 28. Quem está falando agora, antes da hora, naturalmente está falando por ser uma opinião própria, que não significa que seja opinião do prefeito e da gestão”, afirmou.

