O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece com 39% das intenções de voto, contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL), na nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28). A diferença de cinco pontos percentuais coloca os dois candidatos fora do empate técnico no cenário de primeiro turno, a seis dias da votação.
Na rodada anterior, divulgada na semana passada, Lula tinha 37% e Flávio registrava 33%, diferença de quatro pontos que os colocava no limite da margem de erro. Agora, o petista oscilou dois pontos para cima e o candidato do PL, um. Individualmente, as duas movimentações estão dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A situação é diferente na simulação de segundo turno. Lula e Flávio aparecem numericamente empatados, com 42% para cada um. Na pesquisa anterior, o senador tinha os mesmos 42%, enquanto o presidente aparecia com 41%.
No cenário estimulado de primeiro turno, quando os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos candidatos, os resultados são:
- Lula (PT): 39% — tinha 37%;
- Flávio Bolsonaro (PL): 34% — tinha 33%;
- Augusto Cury (Avante): 4% — tinha 6%;
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% — tinha 4%;
- Renan Santos (Missão): 3% — tinha 3%;
- Romeu Zema (Novo): 1% — tinha 1%;
- Samara Martins (UP): 0% — tinha 1%;
- Clariana Barão (DC): 0% — tinha 0%;
- Edmilson Costa (PCB): 0% — tinha 0%;
- Hertz Dias (PSTU): 0% — tinha 0%;
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0% — tinha 0%;
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% — tinha 0%;
- Leonardo Avalanche (PRTB): 0% — tinha 0%;
- Indecisos: 5% — eram 8%;
- Branco, nulo ou não pretende votar: 10% — eram 7%.
Ao analisar os resultados, o professor Felipe Nunes, diretor da Quaest, apontou três segmentos em que Lula apresenta vantagens mais amplas sobre Flávio: mulheres, eleitores com renda de até dois salários mínimos e beneficiários do Bolsa Família.
Entre as mulheres, Lula passou de 37% para 40%, enquanto Flávio recuou numericamente de 32% para 29%. A diferença entre os dois nesse grupo chega, portanto, a 11 pontos percentuais.
No eleitorado com renda familiar de até dois salários mínimos, Lula passou de 49% para 52%. Flávio permaneceu com 23%, deixando a distância entre os candidatos em 29 pontos.
Entre os beneficiários do Bolsa Família, o presidente oscilou de 52% para 53%, enquanto Flávio passou de 23% para 21%. A diferença nesse segmento é de 32 pontos.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistadores não apresentam previamente os nomes dos candidatos, Lula registra 31%, enquanto Flávio aparece com 27%. Nesse cenário, 31% ainda não sabem espontaneamente em quem votar.
A pesquisa espontânea é utilizada para medir a lembrança e a consolidação das candidaturas sem a apresentação de uma lista ao eleitor, enquanto o cenário estimulado reproduz uma situação em que todos os nomes são apresentados.
Apesar da vantagem registrada pelo presidente no primeiro turno, a simulação de um confronto direto entre os dois principais candidatos permanece equilibrada.
Lula e Flávio aparecem com 42% das intenções de voto cada um. Outros 13% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam, enquanto 3% permanecem indecisos.
Na semana passada, Flávio tinha 42% e Lula, 41%. Como a diferença de um ponto já estava dentro da margem de erro, os dois também estavam tecnicamente empatados.
Agora, o empate também é numérico:
- Lula (PT): 42% — tinha 41%;
- Flávio Bolsonaro (PL): 42% — tinha 42%;
- Branco, nulo ou não pretende votar: 13% — eram 14%;
- Indecisos: 3% — eram 3%.
A Quaest também testou Lula contra outros quatro candidatos em eventuais disputas de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente aparece com 43%, enquanto o governador de Goiás registra 40%. Brancos e nulos somam 15%, e 2% estão indecisos. Na rodada anterior, Lula tinha 41% e Caiado, 39%.
Em uma disputa contra Augusto Cury (Avante), Lula registra 42% e o escritor, 33%. Na pesquisa passada, os percentuais eram de 39% e 35%, respectivamente. Contra Renan Santos (Missão), Lula aparece com 42% e o candidato do Missão, com 39%. Brancos e nulos representam 17%, enquanto 2% estão indecisos. Na comparação com Romeu Zema (Novo), Lula registra 46% e o governador de Minas Gerais, 30%. Outros 19% votariam em branco ou anulariam, e 5% não sabem em quem votar.
A Quaest também mediu a avaliação do governo Lula nesta rodada. A aprovação oscilou de 44% para 46%, enquanto a desaprovação passou de 50% para 49%. As duas mudanças estão dentro da margem de erro. O resultado mantém a avaliação do governo dividida às vésperas da votação e ocorre simultaneamente à redução dos indecisos registrada no cenário eleitoral.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06520/2026. A coleta terminou no domingo (27), uma semana antes do primeiro turno.

