A Polícia Federal pediu mais prazo para concluir três inquéritos que investigam Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As apurações, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do fim de julho, envolvem suspeitas de tráfico de influência e corrupção em benefício de empresas junto ao governo federal. A informação é da CNN Brasil.
A PF afirmou que o período inicial de 60 dias foi insuficiente diante das diligências em andamento. “Mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso, cujos resultados se revelam essenciais não apenas para o adequado esclarecimento dos fatos, mas também para a delimitação de eventuais novas medidas investigativas que se mostrem necessárias ao completo deslinde do caso”, declarou a corporação.
As investigações também apuram a relação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A suspeita ganhou força após a divulgação de uma viagem dos dois a Portugal, que teria sido custeada por Antunes. Lulinha afirmou que a viagem tinha como objetivo avaliar negócios na área de cannabis medicinal, tema de uma das linhas de investigação. A PF também apura a hipótese de que ele seja sócio oculto do lobista.
A empresária Roberta Luchsinger, que teria aproximado os dois, foi interrogada em maio. Ela confirmou ter apresentado Lulinha a Antunes e, por meio de sua defesa, sustentou que a viagem a Portugal estava relacionada à busca por oportunidades de negócios.
Roberta foi alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios do INSS. Segundo relatórios da PF, mensagens encontradas em seu celular indicariam negócios com Antunes, apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados. A corporação suspeita que a empresária tenha atuado como operadora financeira e política do esquema.

