A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) defendeu a intensificação das mobilizações políticas em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tanto nas ruas quanto nas redes sociais, na reta final do segundo turno das eleições presidenciais. Ao comentar a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21), a parlamentar avaliou o resultado como um sinal de “consolidação da virada” eleitoral e destacou o aumento da rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário na disputa.
“Olha, eu acho que esse momento é a consolidação da virada e que nós, exatamente porque tá demonstrado que cresceu a rejeição a Flávio, devemos partir para uma ofensiva imediata e consolidar essa imagem frente ao povo brasileiro”, apontou Lídice.
A deputada também declarou que, em sua avaliação, existe temor entre parte da população diante da possibilidade de a família Bolsonaro voltar à Presidência da República. Para ela, a percepção sobre o grupo político reforça a necessidade de ampliar as ações de campanha nos últimos dias antes da votação.
“Há uma sensação de temor na população de que a família Bolsonaro volte a ocupar a cadeira de presidente. Isso demonstra o quanto ele é deletério. Eles são uma ameaça ao Brasil”, disse a deputada.
Lídice ressaltou que ainda há tempo para mudanças na decisão dos eleitores e defendeu que os apoiadores de Lula intensifiquem o trabalho de convencimento durante a reta final da disputa.
“E agora, muito perto da eleição, as pessoas começam a perceber, mas ainda há tempo de mudar, de virar o voto. Por isso nós devemos intensificar a nossa atividade política, tanto nas redes quanto nas ruas, nesse período”, concluiu.
Pesquisa Quaest
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21), encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, mostra Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 44%, configurando empate técnico entre os candidatos.
O levantamento ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.
Com informações da jornalista Ádila Ribeiro.

