O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), afirmou, nesta segunda-feira (14), que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) interrompeu repasses federais para as obras do metrô de Salvador com o objetivo de prejudicar politicamente a gestão estadual, no período em que ocupava a gestão estadual.
Durante entrevista à Rádio Brisa Mar, o petista relembrou a implantação do sistema metroviário de Salvador, e afirmou que a obra deveria ser financiada conjuntamente pelos governos federal e estadual. Segundo ele, a União deixou de repassar os recursos durante sua gestão como governador da Bahia, fazendo com que o estado assumisse integralmente os custos para concluir o empreendimento.
“Eles cortaram o dinheiro do metrô, a obra do metrô de Salvador, metade do dinheiro era da federal, metade estadual. Eles pararam de pagar, não pagaram nada. Por quê? Porque eles queriam parar a obra do metrô para desmoralizar o Governo da Bahia, para desmoralizar o governador. E eu concluí a obra com 100% dos recursos do Governo do Estado”, afirmou Rui.
A declaração foi usada pelo candidato para defender a necessidade de eleger representantes alinhados ao projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. Rui também apoia a permanência de Jerônimo Rodrigues (PT) no governo da Bahia.
Na avaliação de Rui Costa, a suspensão dos recursos para o metrô não foi um episódio isolado. O candidato também citou o financiamento de unidades de terapia intensiva (UTIs) durante a pandemia de Covid-19 como exemplo do que classificou como uma política de boicote à Bahia durante o governo Bolsonaro.
Segundo o petista, a União deixou de cumprir repasses destinados ao custeio das UTIs baianas em um momento de emergência sanitária. Rui afirmou que precisou recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a continuidade dos pagamentos.
“Eles cortaram recursos das UTIs da Bahia na pandemia e eu tive que ir ao STF até a decisão de eles obrigarem a pagar o que era obrigação deles”, lembrou.
O candidato relacionou os dois episódios à disputa política entre os governos estadual e federal naquele período. Bolsonaro é apontado por Rui como líder do grupo político que atualmente apoia a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia.
Para Rui, os episódios envolvendo o metrô e os recursos destinados à saúde durante a pandemia demonstram os efeitos que, segundo ele, podem ser provocados por divergências políticas entre diferentes esferas de governo.
O candidato defendeu que a Bahia mantenha uma relação de alinhamento com o governo federal para garantir a continuidade de investimentos e de políticas públicas no estado.
Na avaliação do petista, a parceria entre as administrações federal e estadual deve ser utilizada para ampliar os investimentos na Bahia. Por isso, Rui pediu apoio ao grupo político formado em torno da candidatura de Lula à Presidência e de Jerônimo Rodrigues ao governo estadual.

