O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a manutenção da proibição de saída do Brasil e de viagens internacionais do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré. A medida, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), também é aplicada ao empresário Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga Sodré, pai do secretário.
Os dois são investigados na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes financeiros relacionados ao Banco Master. Segundo a Polícia Federal, Eduardo é investigado por suposto recebimento de vantagens indevidas em troca de articulação legislativa favorável ao grupo, enquanto Guiga é apontado como operador e articulador entre o núcleo empresarial da instituição e uma pessoa de confiança do senador Jaques Wagner.
Eduardo tentou obter autorização para viajar à França, entre 14 e 31 de agosto, para participar de um programa do governo francês, e também pediu liberação para participar da COP17, prevista para outubro. Mendonça negou os pedidos e apontou, entre os motivos, o estágio inicial das investigações, a existência de indícios de crimes graves, a capacidade financeira dos investigados e o risco de evasão. Guiga também teve negado um pedido para viajar à Itália para participar da Bienal de Veneza.

