O prefeito Bruno Reis (União Brasil) defendeu, nesta segunda-feira (14), que os citados na investigação sobre o Banco Master, possam “esclarecer” as acusações. Ao falar sobre o tema, Reis destacou que o ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), prestou esclarecimentos sobre a “atividade legal” desempenhada.
“Esse é o tema hoje que está mais em notícia no Brasil. Espero que o senador [Jaques Wagner] e tantos outros que estão sendo citados possa esclarecer como ACM Neto fez. Não exercia cargo público, foi contratado formalmente, prestou serviço, recolheu os tributos e portanto, uma atividade legal. O que eu espero é que os outros que já foram citados ou estão sendo citados, que venham ser, possa também prestar esclarecimentos à sociedade da mesma forma que fez ACM Neto”.
A fala de Bruno Reis ocorre após uma reportagem exibida pelo Jornal Nacional, da TV Globo, no último sábado (12), apontar que o Governo da Bahia ainda não teria enviado à Polícia Federal toda a documentação solicitada sobre o Credcesta, cartão de crédito consignado ligado ao Banco Master e utilizado por servidores públicos estaduais.
Segundo a reportagem, a PF investiga a relação do senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição na chapa com Jerônimo Rodrigues (PT), com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. De acordo com a investigação, Wagner teria solicitado e recebido vantagens econômicas indevidas de Lima.
Entre os pontos citados pela Polícia Federal está a aquisição de um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões e indicado pelo próprio senador, além da transferência de pelo menos R$ 3,5 milhões para uma empresa ligada ao enteado e à nora de Wagner.
No âmbito da investigação, a Polícia Federal solicitou ao Governo da Bahia a íntegra da licitação e do decreto que criou o Credcesta. Conforme o Jornal Nacional, a PF afirma que, até o momento, não recebeu todos os documentos solicitados.

