O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu que o Nordeste tenha espaço no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à coluna Milena Teixeira, do Metrópoles, nesta terça-feira (3), o petista citou lideranças da região que poderiam integrar a nova Esplanada dos Ministérios, mas ressaltou que a decisão cabe exclusivamente ao presidente.
Entre os nomes mencionados estão o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT); o ex-governador do Ceará e atual ministro Camilo Santana (PT); o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT); o ministro Wellington Dias (PT); e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que também participou do governo Lula.
“Os votos, os mais de 60 milhões de votos são do presidente Lula. A cadeira de presidente é dele, É ele quem tem que escolher”, afirmou Jerônimo.
O governador defendeu que Lula tenha liberdade para definir os auxiliares a partir das conversas com partidos, governadores e parlamentares. Ele também criticou pressões para que a reforma ministerial seja definida rapidamente. “Não adianta mercado ficar determinando que tem que ser agora. Essa posição não é legítima”, declarou.
Jerônimo argumentou que a região reúne quadros experientes e destacou sua contribuição para a vitória eleitoral de Lula. Segundo ele, a expectativa é que o presidente considere nomes nordestinos, sem deixar de avaliar representantes de outras regiões.
“Nós temos nomes. Nós tivemos, por exemplo, ventilado aí o nome do Rui Costa, do Camilo e do nosso governador Rafael”, disse.
O petista também mencionou Wellington Dias e Flávio Dino e afirmou que o Nordeste dispõe de outras lideranças com experiência administrativa. “Falamos do Nordeste pela contribuição histórica dos votos e pela contribuição”, acrescentou.
Para Jerônimo, a escolha dos ministros deve considerar a capacidade de executar as prioridades do próximo mandato. O governador afirmou que Lula precisa começar a gestão com uma equipe preparada para cumprir os objetivos estabelecidos. “Eu entendo que ele tem que começar bem esse governo. Existem funções que ele precisa fortalecer quatro anos para alguns objetivos demora, mas para governar quatro anos passa muito rápido”, afirmou.
O governador disse que pretende aguardar as conversas do presidente com possíveis integrantes da equipe e defendeu que a contribuição dos nomes nordestinos ocorra sem pressão. “Eu espero que a gente possa contribuir sem forçação de barra para que ele possa ter um bom time de assessores ao lado dele”, concluiu.

