O senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT-BA), convocou a população idosa a comparecer às urnas no primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro. Durante encontro realizado nesta quarta-feira (23), em Salvador, o petista afirmou que o “perigo” contra a democracia “está batendo na porta” e pediu a mobilização dos eleitores mais velhos nesta reta final da campanha.
Ao discursar, Wagner recorreu a episódios históricos para defender a participação eleitoral desse segmento da população. O senador mencionou a Segunda Guerra Mundial, a ditadura militar brasileira e os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Na avaliação do candidato, pessoas que acompanharam períodos de ruptura ou ameaça às instituições democráticas têm uma responsabilidade especial na eleição deste ano.
“Quem viveu o que nós vivemos sabe o valor da democracia. Nós não podemos ficar deitados daqui até 4 de outubro porque o perigo está batendo na porta. Nós temos experiência e não podemos nos entregar”, afirmou o petista.
Durante o encontro, Wagner vinculou diretamente o discurso em defesa da democracia à campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador pediu que pessoas com 60 anos ou mais não apenas compareçam às urnas, mas também procurem convencer amigos, parentes e vizinhos a participar da votação.
“Tudo isso só vai ser real se a gente reeleger o presidente Lula. A gente precisa que as pessoas de 60, 70, 80, 90 anos saiam de casa para votar no dia 4 de outubro. Nós, que já vivemos os tempos de chumbo, da ditadura, não podemos permitir que a história se repita. Eu gostaria que todo mundo fosse votar e levasse mais um, mais dois amigos, vizinhos e parentes”, reforçou Wagner.
O voto é facultativo no Brasil para pessoas com mais de 70 anos. Entre 18 e 70 anos, permanece obrigatório, ressalvadas as demais hipóteses previstas pela legislação.
Ao defender a participação dos idosos na eleição, Wagner também relacionou o cenário político à própria trajetória. Filho de imigrantes judeus poloneses, o senador relembrou a perseguição sofrida por sua família durante o período do Holocausto e citou sua atuação no movimento estudantil durante a ditadura militar brasileira.
Wagner iniciou a militância política no fim da década de 1960, quando estudava Engenharia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). No início da década seguinte, deixou o curso e saiu do Rio diante do risco de prisão pelos órgãos de repressão do regime militar.
Depois de passar por Minas Gerais, estabeleceu-se na Bahia, onde trabalhou no setor petroquímico e posteriormente construiu trajetória no movimento sindical. Anos mais tarde, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado.

