O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve remanejar cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para custear medidas anunciadas nas semanas que antecederam as eleições presidenciais de 2026.
Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), a proposta de alteração será enviada ao Congresso Nacional após a definição da relatoria do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), conforme antecipado pelo Metrópoles. O remanejamento deve acomodar medidas como o reajuste do Bolsa Família, a ampliação do Pé-de-Meia e o Pix MEI.
O reajuste de 15% do Bolsa Família deve gerar um custo superior a R$ 22 bilhões aos cofres públicos em 2027. Outras iniciativas anunciadas pelo governo também terão impacto fiscal. Em nota, o Ministério do Planejamento afirmou que as despesas estão previstas na legislação e atendem a demandas sociais e econômicas.
“As despesas estão amparadas na legislação vigente e respondem a demandas legítimas da sociedade brasileira, como a melhoria das condições de trabalho dos profissionais de aplicativos, o acesso à casa própria, a ampliação da escolaridade e da produtividade, o fortalecimento da educação pública, a transição para uma economia verde, o estímulo aos investimentos, o acesso ao transporte público, a redução da pobreza energética e o apoio aos pequenos empreendedores por meio do crédito”, afirma o MPO.
A Bolsa de Valores brasileira (B3) acionou o mecanismo de circuit breaker na abertura do pregão desta segunda-feira (26), após a reeleição de Lula. A medida foi adotada em meio à forte queda dos contratos futuros do Ibovespa, negociados antes da abertura regular do mercado, prevista para as 10h.

