A deputada federal Erika Hilton (PSOL) destacou, durante agenda em Salvador nesta quarta-feira (21), a vitória do fim da escala 6×1, que foi aprovada no Congresso e passa a dar direito a dois dias de folga sem redução salarial a classe trabalhadora.
“Foram bastante tempo de uma luta muito árdua com muita gente desacreditando da nossa capacidade e do nosso potencial de articular uma pauta tão importante”, pontuou.
A parlamentar também falou sobre a importância da participação da comunidade LGBTQIA+ na mobilização para a conquista brasileira depois de 40 anos da Constituição. “Desde a constituinte nós não temos um avanço tão significativo como é o fim da escala 6×1”.
Erika Hilton ainda criticou a atuação do PL nas discussões sobre o fim da escala 6×1 e acusou o senador Flávio Bolsonaro de mudar de posição sobre a proposta por interesse eleitoral. Segundo ela, integrantes do partido atuaram na Câmara e no Senado para impedir o avanço da proposta.
“O próprio PL, tanto na Câmara quanto no Senado, articulou de maneira constante na tentativa de enterrar a matéria, de enterrar a proposta”, afirmou.
A parlamentar atribuiu a aprovação da proposta à mobilização social e à articulação política, destacando o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Câmara dos Deputados, segundo ela, a matéria foi aprovada por 471 votos. Já no Senado, o texto também recebeu amplo apoio, com apenas três abstenções.
“O que mostra que a mobilização, a articulação social, ela é capaz de pautar a pauta do Congresso Nacional”, declarou.
Hilton também destacou a participação do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), de Lula e de parlamentares na articulação em defesa da proposta. A deputada disse sentir “extrema alegria, satisfação e honra” por ter participado da mobilização e da conquista para os trabalhadores brasileiros.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Ao comentar a mudança de posição de Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6×1, a parlamentar classificou a postura do senador como uma estratégia eleitoral.
“Isso é conversa pra ingênuos dormirem”, afirmou, ao questionar a possibilidade de alguém que era contrário à proposta passar a defendê-la de forma repentina.
Na avaliação de Hilton, a mudança teria como objetivo conquistar apoio entre os trabalhadores durante a disputa presidencial. Ela também acusou Flávio Bolsonaro de pretender reverter direitos trabalhistas caso chegue à Presidência da República.
“O que ele quer é uma manobra para tentar ser presidente do país, e não vai ser, porque nós vamos eleger o presidente Lula”, declarou.
A deputada afirmou que a proposta defendida por Flávio Bolsonaro para o mercado de trabalho seria a chamada PEC das horas trabalhadas. Segundo ela, o senador teria mais de 200 propostas para apresentar no primeiro dia de um eventual mandato, incluindo medidas para revogar direitos trabalhistas.
“Essa é uma guinada eleitoreira, política, para tentar ver se engana uma parcela dos trabalhadores”, concluiu.

Ádila Ribeiro é uma Jornalista formada pela FTC, pós graduada em assessoria de imprensa, além de graduação tecnóloga em Gestão Comercial. Atuou no entretenimento do site Panorama da Bahia. Hoje trabalha nos sites Notícias da Bahia e Aqui Só Política.

