A preparação das urnas eletrônicas que serão utilizadas por mais de 11,3 milhões de eleitores na Bahia entrou em uma nova etapa nesta quinta-feira (17). O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) iniciou a geração das mídias que serão utilizadas nos equipamentos durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro.
O procedimento ocorre nas 199 zonas eleitorais do estado e segue até esta sexta-feira (18). Em Salvador, onde 5.141 urnas estarão disponíveis para o pleito, a geração começou simultaneamente nas 19 zonas eleitorais da capital.
Ao todo, a Justiça Eleitoral produzirá 78.978 mídias, distribuídas entre 740 mídias de carga, 39.119 de votação e outras 39.119 destinadas ao armazenamento dos resultados. A Bahia contará com 39.744 urnas eletrônicas para as eleições deste ano.
A geração é uma das etapas que antecedem a preparação definitiva dos equipamentos e pode ser acompanhada pelo público. Representantes do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de partidos políticos, coligações e veículos de comunicação também podem fiscalizar o procedimento.
A etapa consiste em preparar os dispositivos eletrônicos que posteriormente serão inseridos nas urnas. Neles ficam armazenados os dados necessários para que cada equipamento funcione de acordo com a seção eleitoral à qual será destinado.
Entre as informações incluídas estão os sistemas operacional e de votação, a relação de eleitores aptos em cada seção e os dados dos candidatos que estarão disponíveis na urna, incluindo nomes e fotografias. Também são geradas as chamadas mídias de resultado. Esses dispositivos são utilizados para armazenar os dados produzidos após a votação.
Concluído o procedimento, as mídias ficam reservadas para a etapa seguinte do calendário eleitoral: a Cerimônia de Preparação das Urnas, quando os dispositivos serão utilizados para configurar os equipamentos destinados às seções eleitorais.
Na 1ª Zona Eleitoral, em Salvador, a desembargadora eleitoral Patrícia Didier acompanhou o início dos trabalhos e destacou a possibilidade de fiscalização das diferentes etapas de preparação das urnas.
“A Justiça Eleitoral não pede confiança; ela a demonstra, etapa por etapa. E fazemos isso sobre um alicerce maduro. Neste ano, a urna eletrônica completa 30 anos, sem que tenha sido comprovada, nessas três décadas, qualquer fraude capaz de alterar o resultado das nossas eleições”.
Segundo a magistrada, os mecanismos de segurança adotados pela Justiça Eleitoral não estão concentrados apenas no equipamento utilizado pelo eleitor no dia da votação, mas envolvem diferentes procedimentos de controle e auditoria realizados antes do pleito.
“A segurança da urna não repousa em um único mecanismo, mas em uma cadeia de procedimentos auditáveis e verificáveis por terceiros. O código-fonte dos nossos sistemas está aberto à inspeção desde outubro do ano passado e, neste ano, já foi realizado o teste público de segurança. Logo depois, os sistemas foram assinados digitalmente e lacrados.”
Para as eleições de 2026, o TRE-BA terá 39.744 urnas eletrônicas à disposição em todo o estado. Desse total, 5.141 equipamentos serão destinados a Salvador. A estrutura atenderá um eleitorado superior a 11,3 milhões de pessoas distribuídas pelos municípios baianos.
Depois da conclusão da geração das mídias nesta sexta-feira, a Justiça Eleitoral avançará para a preparação das urnas. A cerimônia está programada para ocorrer entre 21 de setembro e 2 de outubro nas zonas eleitorais do estado. Nessa fase, os equipamentos recebem os dados correspondentes às respectivas seções e passam pelos procedimentos necessários para serem utilizados no dia da eleição.
Patrícia Didier afirmou que as diferentes etapas fazem parte de um planejamento desenvolvido pelo TRE-BA ao longo do último ano. A desembargadora também citou o enfrentamento à desinformação e os novos desafios relacionados ao uso de inteligência artificial.
“Todo esse trabalho faz parte de uma preparação que vem sendo realizada ao longo de um ano pelo TRE-BA, com o objetivo de garantir eleições seguras, transparentes e serenas. Vivemos um momento em que a desinformação se renova e ganha novas possibilidades com a inteligência artificial. Por isso, a Justiça Eleitoral atua com transparência, mostrando cada etapa do processo e informando o eleitorado”, afirmou Patrícia Didier.
Na 1ª Zona Eleitoral, a cerimônia também contou com a participação da diretora-geral do TRE-BA, Mirella Sophia Peregrino Ferraz; do juiz eleitoral Arnaldo Freire Franco; da promotora de Justiça Claudia Paranhos; e da chefe de cartório Maria das Graças Ramos de Andrade, além de servidores e profissionais de imprensa.

