A Justiça do Trabalho proibiu a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ), de incentivar a perseguição e discriminar de funcionários por parte dos empregadores devido a escolha política. Ela foi reeleita no dia 5 de outubro para um segundo mandato com quase 250 mil votos e, desde então, estava em campanha pela eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A decisão foi assinada, nesta terça-feira (27), pelo juiz Leonardo Saggese, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro.
A denúncia partiu após uma publicação onde a parlamentar orienta as medidas que os empresários deveram adotar, a partir de análises em redes socias dos trabalhadores: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”.
Em nota publicada nas redes sociais, a parlamentar disse que o episódio se deu por um equívoco interpretativo.
“O comentário foi feito a partir de replicagem, oriunda de uma postagem de terceiro de outra rede e não expressa qualquer orientação ou encorajamento sobre contratações ou demissões por parte da deputada”, diz a nota.
Além da proibição, a liminar determina a remoção das postagens, sob pena de multa no valor de R$5 mil por dia. Entretanto, Índia Armelau já havia removido a publicação ao perceber ter sido mal interpretada.
O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro moveu o processo e pede também a condenação em R$ 500 mil da deputada por dano moral coletivo. Para o órgão, a mensagem estimula assédio eleitoral e leva empresários a acreditarem que a prática é legítima.
Índia afirma que sempre conviveu com a diversidade ideológica e defende o respeito às escolhas políticas dos trabalhadores. “Mas preocupa-se com situações de sabotagem às próprias empresas, quebra da confiança e fidúcia entre empregador e empregado, contrariando missão, valores e objetivos da empresa”, afirma.

