O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) saiu em defesa do senador e candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o parlamentar deixar o Brasil e afirmou que uma possível prisão seria usada como “moeda de troca” para barrar a oposição. Em vídeo publicado nas redes sociais, na noite desta terça-feira (27), Alden questionou o pedido da Polícia Federal (PF) para apreender o passaporte de Flávio e levantou suspeitas sobre a motivação da medida.
Segundo o deputado, o intervalo entre a confirmação do resultado das eleições e o pedido da PF teria sido de apenas sete minutos. Ele argumentou que a iniciativa ocorreu antes de o resultado eleitoral ser consolidado politicamente.
“E querem que o brasileiro não desconfie? Estamos falando de um senador da República em exercício do mandato e de um candidato que recebeu quase 60 milhões de votos e que poucas horas depois da eleição já enfrentava uma medida para restringir a sua liberdade de viajar”, declarou.
Alden também relacionou o caso à futura composição do Senado, que poderá analisar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, uma eventual prisão de Flávio poderia servir como instrumento de pressão contra a oposição.
“Eu, particularmente, não tenho dúvidas. A prisão de Flávio Bolsonaro seria usada como moeda de troca e como barganha para que a oposição pudesse ser barrada”, afirmou.
O deputado ainda acusou a Justiça de ser usada para perseguir adversários políticos e disse que os parlamentares da oposição devem manter a atuação mesmo diante de possíveis pressões. “A justiça tem sido usada como instrumento de vingança e de perseguição contra adversários políticos. E diante desse histórico, quem pode condenar Flávio Bolsonaro por temer que o mesmo aconteça com ele? Quem no lugar dele não estaria preocupado com a própria liberdade e com a segurança da sua própria família? E estando ele lá nos Estados Unidos, ele poderá continuar se manifestando, denunciando aquilo que considera abusos e defendendo suas posições políticas”.
Por fim, o parlamentar reforçou que a oposição possui uma “responsabilidade ainda maior” na próxima legislatura. “Sabemos das dificuldades que teremos pela frente e da responsabilidade que nós carregamos nesse momento. Não será um período fácil, mas também não será um momento de recuar”.
“E aos parlamentares que estão chegando agora, eu deixo um recado: a campanha acabou. Agora é hora de mostrar se a coragem dos discursos resiste à pressão da realidade. Porque é muito fácil chegar ao final de uma corrida cheia de gás, de frases de efeito. Eu quero ver agora quem vai permanecer firme na hora da tempestade”, finalizou.

