O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos questionou o governo de Donald Trump pela concessão de vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares. O parlamentar deixou o Brasil nesta terça-feira (27), dois dias após perder as eleições presidenciais.
Em uma publicação nas redes sociais, o grupo, ligado ao Partido Democrata, opositor de Trump, criticou a política migratória norte-americana e comparou o tratamento dado à família Bolsonaro à situação de pessoas que tentam deixar países afetados por conflitos, como Sudão e Haiti.
“Não há asilo para pessoas que fogem da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê, em referência ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
O democrata Isaiah Martin também se manifestou contra a entrada de Flávio nos Estados Unidos. Em suas redes sociais, o político classificou o senador como um “imigrante ilegal criminoso” e questionou o possível uso de recursos públicos norte-americanos para garantir a segurança da família Bolsonaro durante deslocamentos pelo país.
“Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país”, declarou.
Flávio Bolsonaro deixa o Brasil
Flávio Bolsonaro deixou o país na terça-feira (27), após ser perder na disputa presidencial para o petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (25). Com o resultado, o senador também deverá ficar sem mandato a partir de janeiro de 2027.
Antes da viagem, o parlamentar publicou um vídeo no qual afirmou que a Polícia Federal (PF) havia solicitado seus passaportes. A declaração ocorreu após seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos, sugerir que ele se dirigisse para o mesmo país.
Segundo informações do site de monitoramento aéreo FlightAware, Flávio, a esposa e as filhas tinham chegada prevista ao Aeroporto Executivo de Opa-locka, nos Estados Unidos, por volta das 10h40, no horário de Brasília.

