Um estudo realizado pelo Jornal Folha de S. Paulo, em parceria com o Datafolha revelam neste domingo (20) que a Bahia teve o pior desempenho entre os estados do Nordeste e o 6° pior do Brasil que mede a capacidade dos governos estaduais de transformar recursos públicos em resultados para a população.
O Ranking de Eficiência dos Estados Folha (REE-F) revelam ainda que a Bahia aparece na 21ª colocação entre os 26 estados avaliados, com índice de 0,031 numa escala de 0 a 1, ficando à frente apenas de cinco estados da região Norte, Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Amapá.
A classificação leva em consideração indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças com a receita corrente líquida (RCL) per capita de cada estado. Educação e saúde têm peso dobrado no cálculo em razão de repasses mínimos aos estados que são garantidos pela Constituição Federal.
Lideram o ranking Paraná com 0,734, Ceará (0,665) e São Paulo (0,637). Completam as cinco primeiras posições Santa Catarina (0,612) e Piauí (0,596).
Entre os estados nordestinos, além do Ceará, estão à frente da Bahia Piauí (5º), Paraíba (6º), Pernambuco (11º), Maranhão (13º), Sergipe (14º), Alagoas (17º) e Rio Grande do Norte (20º). A média do Nordeste, de 0,462, também ficou acima da nota baiana (0,301). A região Sul teve a maior média nacional, com 0,630, e o Norte ficou na última posição, com 0,252.
O estudo aponta que a disponibilidade de mais recursos, isoladamente, não se traduz em maior eficiência na prestação dos serviços públicos. Caso do Ceará, que mesmo tendo a menor receita corrente líquida por habitante do país, de R$ 4.275, chegou à segunda posição. Já estados com receitas per capita muito superiores, como Amapá (R$ 12.027), Acre (R$ 12.766) e Roraima (R$ 11.654), aparecem entre os últimos colocados.

