O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a endurecer o discurso contra as apostas on-line nesta sexta-feira (25). Conforme informações do G1, durante ato de campanha no Recife, em Pernambuco, o petista relacionou os gastos com jogos ao comprometimento da renda das famílias e defendeu que os recursos sejam destinados à compra de alimentos.
A declaração ocorre no mesmo dia em que o governo prepara o anúncio, em São Paulo, de um pacote de medidas econômicas voltado à proteção das famílias e à chamada economia popular. Entre os principais pontos em discussão estão novas restrições às bets e iniciativas relacionadas ao endividamento.
“O dinheiro do jogo é pra comida das crianças, se quiser jogar, compra um litro de leite pra sua casa, pão, mais comida pra sua casa, Não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe, não da pra acreditar em mentira”, disse Lula.
Depois da agenda no Recife, Lula tem previsto para esta sexta-feira um evento em São Paulo para apresentar medidas econômicas elaboradas pelo governo. A expectativa é que o pacote inclua uma Medida Provisória (MP) destinada a alterar as regras das apostas on-line no país.
Nos últimos dias, diferentes formatos estiveram em discussão dentro do Executivo. Uma das alternativas analisadas prevê a proibição total das apostas digitais, incluindo as esportivas e os cassinos on-line. Outra possibilidade discutida internamente é manter as apostas esportivas e concentrar as restrições nos jogos de cassino virtual, além de endurecer as regras para publicidade.
Lula tem defendido publicamente a alternativa mais rígida. Nesta semana, o presidente chegou a afirmar que teria “imenso prazer” em acabar com as bets.
A preparação do pacote ganhou força na quarta-feira (23), quando Lula reuniu ministros e auxiliares no Palácio da Alvorada para discutir especificamente as apostas on-line. Participaram das discussões integrantes da área econômica e da articulação política do governo, entre eles Dario Durigan, da Fazenda; Miriam Belchior, da Casa Civil; Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento; e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também esteve no Alvorada naquela manhã e participou das discussões sobre o tema. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, estava entre os auxiliares envolvidos nas conversas sobre as medidas.
Estavam presentes os ministros Dario Durigan, da Fazenda, Miriam Belchior, da Casa Civil, Bruno Moretti, do Orçamento e Planejamento, Wellignton César, da Justiça e Segurança Pública, Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comnicação, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

