O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), afirmou, nesta sexta-feira (4), que mantém articulações nos bastidores para conquistar o apoio de prefeitos que integram a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia. Segundo ele, o número de gestores envolvidos é significativo, mas os nomes só serão divulgados após as eleições.
A declaração foi feita durante sabatina no programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3). Coronel explicou que evita tornar públicas as conversas para impedir uma reação do governo estadual e afirmou que a divulgação de encontros com prefeitos costuma provocar uma movimentação da Secretaria de Relações Institucionais (Serin).
“Eu costumo trabalhar calado, não dou arma para adversários. Quando abrir as urnas eu vou falar quantos eu levei. Não vou falar porque a Serin tem um telefone com radar. Quando sai alguma coisa na mídia que eu estive com algum prefeito, a Serin bate o telefone e diz que o governador quer falar. É automático. Como eu aprendi, não sou nenhum burro, não tô aqui para amassar barro para faraó”, afirmou.
Questionado sobre a quantidade de prefeitos que estariam apoiando ACM Neto, Coronel indicou que o grupo é numeroso e afirmou que a eleição para o governo estadual poderá apresentar resultados diferentes das projeções atuais.
“São muitos se botar chocalho de noite ninguém dorme com a zuada. Essa eleição vai ser a eleição das surpresas, tenha certeza disso”.
Durante a sabatina, o senador também criticou os levantamentos de intenção de voto para o Senado. Coronel aparece, segundo as pesquisas mencionadas por ele, em posições distintas, e contestou especialmente os resultados que o colocam na quarta colocação.
“Eu não sou o quarto colocado na pesquisa? Eu não sou cavalo paraguaio, que tem arrancada e não tem chegada. Pesquisa virou uma grande esculhambação. Na Quaest estou com 5%, na mesma semana a Paraná me dá 25%, a AtlasIntel me dá 16%, em qual que vou acreditar? Prefiro acreditar no resultado das urnas”, pontuou.

