A liderança da oposição na Câmara dos Deputados protocolou nesta terça-feira (24) uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra a deputada Érika Hilton (PSOL-SP), pedindo investigação por improbidade administrativa. A denúncia alega que Hilton teria contratado dois assessores parlamentares que atuariam como seus maquiadores pessoais, pagos com verba pública.
Segundo a petição apresentada pelo deputado Zucco (PL-RS), postagens em redes sociais e registros de eventos indicariam que os dois assessores exercem funções estéticas e promocionais, não condizentes com os cargos comissionados. Um deles recebe R$ 9.678,22 e o outro R$ 2.100, de acordo com dados do Portal da Transparência da Câmara.
Érika Hilton reagiu às acusações nas redes sociais, afirmando que se tratam de mentiras. “Não, meus amores, eu não contrato maquiador com verba de gabinete. Isso é simplesmente uma invenção”, disse. A deputada explicou que os dois secretários parlamentares atuam diariamente em tarefas legislativas e institucionais, incluindo participação em comissões, elaboração de relatórios e atendimento à população.
Ela também afirmou que conheceu os assessores como maquiadores, mas os contratou por suas competências técnicas, e que, ocasionalmente, eles a maquiam algo que não caracteriza desvio de função. Para Hilton, a repercussão do caso reflete uma perseguição política orquestrada por setores da extrema-direita, incomodados com sua atuação no Congresso.
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