A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu à Justiça Eleitoral a prisão do também deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após o parlamentar compartilhar, nas redes sociais, um documento falso atribuído à Polícia Federal. O suposto laudo tratava de conversas entre Nikolas e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e afirmava não haver indícios de crime na troca de mensagens.
O pedido foi apresentado nesta sexta-feira (4) por Erika em conjunto com a deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL-MG) e com a candidata a deputada federal Ana Elisa (PT-MG). Nas redes sociais, Erika afirmou que a divulgação de um documento oficial falso durante uma campanha eleitoral configura crime e defendeu a prisão de Nikolas.
“O que Nikolas fez é CRIME. Não se publica um falso documento oficial, produzido por inteligência artificial, em campanha eleitoral. Um crime com pena de até 6 anos de prisão”, escreveu a deputada nas redes sociais.
Em outra publicação, a deputada também associou o episódio às mensagens que Nikolas teria enviado a Vorcaro. “Se Nikolas não quisesse ter sua índole questionada, ele deveria ter pensando melhor antes de mandar áudios pedindo favores para Vorcaro, o ladrão de aposentados, em vez de publicar um laudo falso. Mas conhecendo Nikolas, talvez o único documento capaz de defendê-lo realmente seja um documento falsificado”, disse a parlamentar.
Ainda nas redes sociais, a psolista publicou: “PRISÃO DO NIKOLAS JÁ!”.
O relatório atribuído à Polícia Federal foi publicado por Nikolas Ferreira na quinta-feira (3). O conteúdo afirmava que não havia indícios de crime nas conversas mantidas entre o deputado e Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal confirmou ao portal Metrópoles que o documento não era verdadeiro. Questionado pelo veículo, Nikolas afirmou que havia apenas repostado a publicação de um perfil no X identificado como Space Liberdade e que apagou o conteúdo posteriormente. “Um perfil, Space Liberdade postou e eu tinha compartilhado. Assim que ele deletou a minha postagem também sumiu, entendeu?”, afirmou o deputado.
O perfil responsável pela publicação removeu o documento após a confirmação de que o material era falso. Em seguida, Nikolas também excluiu a postagem. O story publicado pelo deputado com o suposto relatório permaneceu disponível por pouco tempo.
O documento falso atribuía à PF uma análise das mensagens trocadas entre Nikolas e Vorcaro. Segundo o conteúdo divulgado, as conversas indicariam apenas um “contato de natureza pessoal e profissional entre os interlocutores”.
Ainda de acordo com o suposto laudo, não haveria elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação específica contra o deputado. A Polícia Federal, no entanto, confirmou que o documento atribuído à instituição não era autêntico.

