O senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT-BA), criticou, nesta terça-feira (11), as propostas apresentadas pela oposição ao governador Jerônimo Rodrigues na área de segurança pública. O parlamentar classificou como “mero slogan” o discurso de que “bandido bom é bandido morto” e questionou promessas feitas por ACM Neto durante o período em que comandou a Prefeitura de Salvador.
“Quando ele foi prefeito da capital, falou que o contingente iria chegar nos 3 mil guardas municipais, mas não fizeram isso. Então, como é que se pode falar de segurança se você não cumpriu nem a sua parte?”, disparou em entrevista ao programa Política Ao Vivo.
Na avaliação de Wagner, o enfrentamento à criminalidade exige planejamento e inovação, além de medidas relacionadas ao endurecimento penal. O senador afirmou que organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho atuam de maneira articulada em diferentes estados e também fora do país.
“Eles viraram multinacionais do crime. Nós só vamos vencer o crime organizado com tecnologia e inteligência, porque é disso que eles vivem”, avaliou.
Como exemplo de medida adotada na Bahia, Wagner citou o sistema de câmeras criptografadas com reconhecimento facial utilizado no estado. A tecnologia permite cadastrar características de criminosos e emitir alertas automáticos quando pessoas foragidas passam por locais monitorados. Segundo o senador, mais de 1.600 pessoas foram presas por meio da tecnologia somente neste ano. Desde o início do projeto, o número ultrapassa 6 mil prisões.
“Nós prendemos gente no Carnaval, naquele tumulto. Recentemente, teve outra prisão no aeroporto, porque o cidadão foi identificado rapidamente”, exemplificou.
No âmbito nacional, Wagner mencionou a Operação Carbono Oculto, realizada pela Polícia Federal com participação de agentes estaduais, como uma ação de combate ao crime organizado. A operação teve como foco a área financeira e investigou esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo fintechs. “Atiramos na parte deles que mais dói: o bolso. É importante aumentarmos o número de policiais contratados, mas é tão importante quanto trabalharmos na evolução tecnológica das corporações”, finalizou.

