O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), criticou, nesta quarta-feira (7), a proposta de remuneração por hora defendida pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) como alternativa ao fim da escala 6×1. Para o petista, o modelo pode ampliar a exploração dos trabalhadores, apesar de ser apresentado como uma medida de liberdade e flexibilidade nas relações de trabalho.
“Essa proposta é uma piada de mau gosto para enganar a população”, afirmou Wagner, em entrevista à Rádio Interativa FM, de Itabuna, no sul da Bahia.
Segundo Wagner, caso o calendário especial seja aprovado, a proposta que estabelece uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso poderá ser votada já na próxima semana. “Nós já estamos buscando aprovar um calendário especial. Se conseguirmos, o sábado e o domingo serão reservados para o descanso do trabalhador, ou para o seu estudo, ou para a convivência com a família. Quem está atrapalhando é a turma do Flávio Bolsonaro”, reforçou.
Durante a entrevista, Wagner afirmou que o sistema defendido por Flávio Bolsonaro é adotado em países como os Estados Unidos, especialmente em setores como hotéis, restaurantes e lanchonetes. De acordo com o senador, nesse modelo, trabalhadores podem ser dispensados quando há redução do movimento nos estabelecimentos, ficando sem remuneração pelas horas que deixarem de trabalhar.
Wagner argumentou que essa situação pode prejudicar profissionais que já tiveram despesas com transporte para chegar ao trabalho, mas acabam retornando para casa sem receber pelo período inicialmente previsto. “Esse modelo só dá a liberdade para você se enterrar”, alertou.

