O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, afirmou em sua proposta de colaboração premiada negada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria Geral da União (PGR) que um grupo ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) recebia o valor de R$ 1 milhão mensal em dinheiro vivo. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (30) pela CNN Brasil, no blog do jornalista Elijonas Maia.
Segundo a CNN, o pagamento em espécie faria parte de um suposto esquema envolvendo o Banco Master e a PKL One, empresa responsável pela estruturação do Credcesta, cartão de crédito consignado voltado para servidores públicos da Bahia.
Vorcaro afirmou que os pagamentos ao grupo ligado a Wagner chegariam, no total, a R$ 3 milhões por mês, considerando diferentes formas de repasse. Além da parcela de R$ 1 milhão em espécie, o ex-banqueiro mencionou contratos, distribuição de lucros e dividendos e outras operações que, segundo ele, teriam beneficiado pessoas ligadas ao grupo político.
Vorcaro também teria relatado a existência de contratos que classificou como fictícios envolvendo pessoas indicadas por Wagner.
Operação Compliance Zero
Jaques Wagner deixou a liderança do governo Lula no Senado em junho deste ano após ser alvo da Operação Compliance Zero. A investigação, que foi divulgada pela CNN aponta que Wagner teria recebido vantagens econômicas indevidas, direta ou indiretamente, do Master.
Entre os elementos investigados estão pagamentos a empresas ligadas ao núcleo familiar do senador e a aquisição de um apartamento em Salvador que, segundo a PF, teria Wagner como efetivo beneficiário.

