Após relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicar um repasse extra de US$1,6 milhão para o filme Dark Horse, a produtora responsável se manifestou em nota enviada ao Painel que o repasse feito pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro havia sido declarado à Justiça de São Paulo, em junho deste ano. O filme conta a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL),
O posicionamento da produtora foi motivado por reportagem publicada nesta terça-feira (1º) pela revista Piauí, revelando que em setembro de 2025 Vorcaro transferiu mais US$ 1,6 milhão (R$ 8,5 milhões na cotação da época) a um fundo responsável pelo financiamento da obra cinematográfica.
Este repasse, que leva o total das doações de Vorcaro a US$ 12,3 milhões, não era de conhecimento público até o momento e contradiz declaração anterior do senador Flávio Bolsonaro (PL), de que as transferências haviam cessado anteriormente.
“A Go Up reitera que todos os recursos de capitalização recebidos para a produção do filme foram integralmente destinados à sua produção. A respectiva prestação de contas foi apresentada à Justiça de São Paulo em 10 de junho de 2026, na qual já está incluído o último aporte de capitalização, realizado em setembro de 2025, objeto de reportagens recentes”, diz a nota da produtora.
A produtora também confirmou que houve tentativa de transferência de mais uma parcela em outubro de 2025, mas que não foi realizada.
“Essa operação, entretanto, não foi processada e concluída no âmbito do sistema financeiro brasileiro e, consequentemente, os respectivos recursos não foram recebidos pelo fundo e disponibilizados à produção do filme”, diz a empresa.
A Go Up diz ainda que todos os recursos para o filme “transitaram pelos canais formais do sistema financeiro, acompanhados da documentação e dos instrumentos contratuais correspondentes, tendo sido submetidos aos procedimentos bancários e regulatórios aplicáveis às operações internacionais”.

