O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance avalia a possibilidade de confessar seus crimes caso não prospere a terceira tentativa de colaboração premiada.
A delação segue como prioridade da defesa porque garante acertar previamente quais serão as obrigações e os benefícios do banqueiro.
A defesa de Vorcaro avalia que as cúpulas da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria Geral da República) não demonstram disposição de fechar acordo favorável com o ex-banqueiro.
Diante dessa dificuldade, Vorcaro ele cogita a possibilidade de confessar seus crimes, no curso das investigações ou do processo penal, ao relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça.
Dessa forma, ele seria julgado, condenado, mas obteria o benefício do atenuante da pena.
De acordo com informações noticiadas pela CNN, mesmo sendo menos favorável, Vorcaro avalia que a essa altura não tem “mais nada a perder”, conforme disse a interlocutores.
Conforme noticiou o analista Elijonas Maia, o ex-dono do Master disse que tem “passado um terror” desde que o banco foi liquidado, em novembro do ano passado, mesma época em que foi preso pela primeira vez.
“Eu tenho passado um terror, passado por algo desumano, mas ainda tenho esperança e confiança que a verdade ainda vai aparecer”, disse à PF (Polícia Federal) na última sexta-feira (28). O vídeo da oitiva foi obtido pela CNN.
Vorcaro detalhou a situação financeira do Master e disse que estava “resolvendo” essa questão. Ele afirmou ter apresentado “várias soluções”, mas foi surpreendido.

