O PL deve apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados, mas pretende lançar um nome próprio para disputar o comando do Senado. A legenda articula a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição, para a presidência da Casa.
A estratégia busca evitar o isolamento do partido no Legislativo e garantir espaço na divisão de cargos e no comando de comissões, mesmo com a maior bancada da Câmara.
Segundo a CNN, o PL convocou uma reunião com seus integrantes para a próxima terça-feira (3), às 18h. O encontro deve definir a posição da legenda sobre a eleição para a presidência da Câmara e a distribuição de espaços no Legislativo.
Antes de negociar apoio a Hugo Motta, o partido chegou a considerar uma candidatura própria à presidência da Câmara. Entre os nomes avaliados estavam o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o atual vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ).
A possibilidade perdeu força diante da avaliação de que Motta reúne apoio suficiente para garantir a reeleição. O presidente da Câmara já conta com o respaldo de 15 partidos, entre eles o PT, que anunciou apoio oficial à sua candidatura.
Uma ala ligada ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defende que o partido feche acordo com Motta. A avaliação é de que ter a maior bancada não será suficiente para garantir espaço nas comissões caso a legenda fique isolada.
No Senado, a estratégia do PL é diferente. Segundo a CNN, a possibilidade de a oposição não apresentar um candidato para enfrentar Davi Alcolumbre (União-AP) é considerada inexistente. O senador Flávio Bolsonaro já anunciou a intenção de indicar Rogério Marinho para a disputa. Além de liderar a oposição, Marinho foi um dos coordenadores da campanha presidencial do PL.
A articulação ocorre em um cenário diferente do observado na Câmara. No Senado, os blocos partidários costumam ser formados depois da eleição da Mesa Diretora, o que reduz a possibilidade de pressionar o PL a se unir previamente ao grupo de Alcolumbre.
PP e Republicanos já declararam apoio à reeleição do atual presidente do Senado. No entanto, como a votação é secreta, o posicionamento oficial das legendas não garante que todos os seus parlamentares sigam a orientação partidária.
Entre os nomes que devem apoiar o candidato da oposição estão Guilherme Derrite (PP), Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS).
Alcolumbre, por sua vez, tem afirmado a interlocutores que conta com pelo menos 48 votos para permanecer no comando do Senado. O senador também avalia que a vitória de Lula ampliou suas condições de enfrentar um candidato do PL.

