A nomeação de Sátiro Sousa Cerqueira Júnior para um cargo de diretoria no Conjunto Penal de Salvador, vinculado à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), gerou protestos de agentes penitenciários e críticas de entidades da categoria. Ex-presidiário, Sátiro responde em liberdade por tentativa de homicídio qualificado após atirar em um vizinho durante uma discussão em 2019.
A Associação dos Agentes Socioeducadores e Monitores Penitenciários (AASPTE) emitiu nota de repúdio nesta quarta-feira (4), classificando a decisão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) como “um desrespeito inaceitável” e afirmando que a nomeação “fere os princípios da moralidade e impessoalidade”. O cargo, com salário superior a R$ 11 mil, está sob comando do secretário da Seap, José Castro (MDB).
Embora a nomeação não seja ilegal, a polêmica aumentou após um deputado estadual entrar com ação na Justiça, alegando que o cargo exige “idoneidade moral”, incluindo boa reputação e ausência de antecedentes criminais.

