O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) garantiu durante sabatina no grupo BNews/Baiana FM, nesta quinta-feira (10), que, se eleito, vai manter e ampliar os programas sociais que dão apoio financeiro para combater a evasão escolar na rede pública estadual.
“Eu quero que o aluno frequente a escola, porque a gente vai manter o Pé-de-Meia, vai manter e ampliar o Bolsa Presença, a gente vai mudar a qualidade de ensino. Vamos levar tecnologia, vamos levar qualificação profissional”, declarou Neto.
ACM Neto falou também que as medidas ainda serão acompanhadas de uma nova iniciativa para oportunizar o ingresso no ensino superior, a partir de uma reserva de vagas dedicada a estudantes da rede estadual.
“Vamos fazer o Provão Bahia. Uma parte dos alunos do Ensino Médio, do primeiro, segundo e terceiro ano, a partir de avaliação, vai ter vaga assegurada na universidade pública do estado, para ter o seu diploma sem pagar um centavo”, projetou.
Premiação ao Aprendizado
O candidato do União Brasil destacou que o trabalho na educação será feito em parceria com todos os prefeitos da Bahia para ampliar a infraestrutura educacional e a qualidade do ensino, premiando as prefeituras que apresentarem melhor desempenho.
“O governador tem que sentar com os 417 prefeitos, e eu vou sentar com todos eles independente se é PT, PSD, União Brasil, para fazer um pacto com a rede municipal para aumentar vaga em creche e pré-escola, para alfabetizar o aluno aos 6 e 7 anos de idade, para acompanhar o desenvolvimento daquele aluno com o seu aprendizado. E o Estado vai criar um prêmio para as prefeituras que tiverem melhor desempenho”, anunciou.
Segundo ele, o modelo já existe em outros estados, como no Ceará, que é uma das referências nacionais na qualidade do ensino. “Eu quero pegar o modelo que deu certo no Ceará, de parceria do governo com as prefeituras”, disse.
Fim da Aprovação Automática
O ex-prefeito de Salvador reiterou que pretende revogar a portaria editada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) que instituiu a aprovação automática de estudantes na rede pública da Bahia.
“Eu não quero uma escola de faz de contas. Nós temos até escolas bonitas que foram construídas com o dinheiro lá da ação judicial, eu não desconheço isso. Mas a escola tem que ensinar de verdade ao aluno, ele tem que aprender. Quem tem que aprovar é o professor, não é o governador. Se eu for governador, eu vou no primeiro dia de governo, 6 de janeiro, que é o dia que a gente toma posse, eu edito um decreto revogando a aprovação automática”, frisou.

