O candidato ACM Neto fez duras críticas a situação da BR-324 e a dificuldade de deslocamento entre Salvador e Feira de Santana, nesta quinta-feira (10). Durante reunião com empresários em Feira, ele cobrou do governador Jerônimo Rodrigues (PT) maior articulação política para buscar uma solução para a rodovia.
“Antigamente, a gente gastava uma hora para sair de Salvador e chegar a Feira de Santana. Hoje, a depender do cenário, e se chover então, piora tudo, são duas horas e meia. E um dos problemas mais importantes tem a ver com a própria BR-324”, afirmou Neto.
A declaração foi dada no encontro com empresários da cidade feirense, durante o cumprimento da agendas de campanha. Mais cedo, Neto se reuniu com líderes religiosos, ao lado do prefeito Zé Ronaldo.
Ao tratar da BR-324, Neto afirmou que, embora a rodovia seja de responsabilidade federal, Jerônimo poderia ter usado a força política do cargo para cobrar uma resposta do governo federal. “Não precisa nem falar aqui do que aconteceu com a ViaBahia e depois que o DNIT assumiu, mas a verdade é que a rodovia está nessa situação que todos conhecem”, pontuou.
“Não era possível que Jerônimo Rodrigues tivesse usado seu prestígio e sua força como governador para dar uma resposta? Por mais que não seja uma obra direta do Governo do Estado, ele é governador do mesmo partido do presidente, com uma base ampla na Câmara dos Deputados e no Senado Federal”, acrescentou.
ACM Neto também citou as condições das BRs 242, 101 e 116, destacando que as quatro rodovias têm relação direta com Feira de Santana e com o deslocamento para diferentes regiões do estado. “A gente pega a 242, é outra vergonha. Quem vai para a Chapada ou para o Oeste da Bahia vê a situação da rodovia. A gente olha também para a 101 e para a 116. São quatro das mais importantes e movimentadas rodovias federais da Bahia e todas, de alguma forma, se conectam com Feira de Santana”, declarou.
Para Neto, a precariedade dessas estradas afeta diretamente Feira por causa da posição estratégica do município como entroncamento rodoviário e polo econômico, com impacto tanto no transporte de passageiros quanto no escoamento da produção.

