A ativista e militante histórica da esquerda brasileira Clara Charf, companheira do guerrilheiro Carlos Marighella, morreu nesta segunda-feira (3), aos 100 anos. Figura central na resistência à ditadura militar e defensora incansável das liberdades democráticas, Clara deixa um legado de luta por justiça social e igualdade.
Nascida em 17 de julho de 1925, Clara ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) aos 21 anos, marcando o início de uma trajetória política intensa. Após o assassinato de Marighella em 1969, foi obrigada a se exilar em Cuba, onde continuou militando. Retornou ao Brasil em 1979, juntando-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e contribuindo para a construção do partido e da redemocratização do país.

