O senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), criticou a estrutura municipal de saúde de Salvador e classificou como “uma vergonha” a oferta de leitos na capital baiana, durante sabatina na rádio Baiana (89,3 FM) nesta terça-feira (8). Ao comentar as críticas da oposição sobre a fila da regulação na Bahia, Wagner afirmou que a maior parte das solicitações de internação é atendida em até três dias. Segundo o petista, o principal gargalo está concentrado nos procedimentos de maior complexidade.
“Hoje eu lhe digo que 70% daqueles que fazem demandas para internação tem o seu pleito respondido em 24 horas e 85% em 72 horas. Tem um funil nos setores mais complexos. É por isso, que o governador Jerônimo inaugurou ou ampliando, significativamente, ou de hospitais novos como no hospital de Alagoinhas, como no de Texeira de Freitas, com 15 novos hospitais”, afirmou.
Na avaliação do senador, a discussão sobre a regulação também precisa considerar a participação dos municípios na oferta de atendimento. Ele destacou que a Bahia possui o segundo maior número de hospitais estaduais e questionou a estrutura disponibilizada pela Prefeitura de Salvador.
“Nós não somos a segunda maior população, nós somos o segundo maior número de hospitais estaduais. Aí, há uma pergunta a fazer ao prefeito da capital, eu sou obrigado a falar, quantos leitos vocês oferecem municipais para a população? Vocês enchem a boca falando do engarrafamento, do funil, e aí embaixo vocês fazem o que? Nada. Não tem uma policlínica, não tem uma emergência em Salvador, só tem dois hospitais e o maior deles é o menor do que o hospital de Itabuna. A oferta de leitos aqui é uma vergonha”, declarou.

