O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por maioria absoluta, nesta quinta-feira (6) pelo afastamento e perda de cargo do ministro Marco Buzzi, após acusações de assédio e importunação sexual, além de injúria, que ele foi alvo.
A decisão foi tomada após a comissão, formada pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva optarem pela condenação em processo administrativo contra Buzzi.
Todos os ministros presentes decidiram pela perda de cargo de Marco Buzzi, considerada pena máxima.
Após a sessão, os advogados de defesa afirmaram que irão recorrer da decisão e afirmaram que discordam, mas respeitam a posição da Corte.
Com a decisão, Buzzi será mantido afastado do cargo e receberá salário proporcional até a conclusão dos trâmites.
Segundo apurou o G1, o STJ vai comunicar a Advocacia-Geral da União (AGU) para que acione o Supremo com uma ação pedindo que seja decretada demissão e a suspensão do pagamento. Depois disso, a AGU terá o prazo de 30 dias para pedir a perda do cargo ao STF.
O último salário declarado do magistrado, foi no mês de junho, no Portal da Transparência, no valor estimado em R$29 mil. Já em fevereiro, quando foi afastado, o valor líquido era de aproximadamente R$100 mil.
Marco Buzzi é investigado por supostos episódios de importunação sexual e assédio sexual, em denúncias de duas mulheres. Em uma delas, trata-se da denúncia de uma jovem de 18 anos que afirma ter sido vítima durante um período em que esteve hospedada na casa do magistrado, em Santa Catarina, durante as férias de janeiro deste ano. No outro caso, uma ex-servidora do gabinete do ministro relata episódios ocorridos em 2023
Fontes: G1 e Uol

