O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um embate sobre a saúde pública durante o debate presidencial promovido pela TV Globo, nesta sexta-feira (23). Enquanto Lula destacou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e relembrou os impactos da pandemia de Covid-19, Flávio questionou a aplicação dos recursos destinados ao setor e negou a intenção de reduzir o orçamento da área.
Durante a discussão, Lula cobrou do adversário propostas para ampliar os investimentos na saúde e ressaltou o papel do SUS no atendimento à população durante a emergência sanitária. O presidente também mencionou a crise de falta de oxigênio em Manaus, no Amazonas, e criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia.
“Não conhece o Brasil, não conhece o Brasil, não conhece. Acho que ele só ouviu falar de Manaus e da região Norte quando o pai dele apareceu na televisão rindo e imitando a pessoa morrendo asfixiada porque não tinha oxigênio”, afirmou Lula.
Flávio Bolsonaro rebateu as declarações e contestou a interpretação do episódio envolvendo seu pai. O senador afirmou que o vídeo mencionado pelo presidente foi alvo de desinformação e solicitou que sua equipe apresentasse as imagens completas da fala de Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, o ex-presidente criticava a falta de estrutura hospitalar e o protocolo de atendimento adotado naquele período pelo então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
Ao responder às críticas, o senador argumentou que os recursos destinados atualmente à saúde são mal utilizados. Na tréplica, também atribuiu ao SUS a preservação da vida de seu pai após a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.
Flávio ainda apresentou propostas para o setor, entre elas a ampliação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o refinanciamento das dívidas das Santas Casas, instituições filantrópicas que prestam serviços de saúde à população.
O debate sobre a saúde ocorreu em meio à discussão sobre a região Norte e a atuação do poder público. Lula voltou a relacionar a crise de oxigênio em Manaus à condução da pandemia pelo governo anterior, enquanto Flávio defendeu mudanças na aplicação dos recursos e apresentou medidas voltadas à ampliação da estrutura de atendimento.

