O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) voltou questionar, sem apresentar provas, a confiabilidade das urnas eletrônica, alegando que pode ocorrer fraudes, após afirmar que não existiria garantia de que os votos registrados seriam de fato contabilizados pela Justiça Eleitoral.
“Nós usamos um sistema completamente eletrônico para votar, que é completamente centralizado. O que significa que você precisa confiar nos burocratas que contam os votos em Brasília, que no final do domingo vão dizer quem foi o vencedor”, disse nesta sexta-feira (23) durante sua participação no podcast conservador “Louder with Crowder”.
“O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema”, afirmou, sem apresentar provas de supostas fraudes no sistema eleitoral brasileiro.
O ex-parlamentar ainda defendeu que, caso Flávio Bolsonaro (PL) não consiga se eleger, ele deve fugir do Brasil, já que ele teria sido supostamente ameaçado por Lula (PT). “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, disse.
Eduardo deixou o Brasil para morar os Estado Unidos março de 2025, alegando que poderia ter o passaporte apreendido pelo Supremo. Na época, afirmou que pretendia atuar no exterior contra o processo que envolvia seu pai, acusado de participação em uma trama golpista o 8 de janeiro de 2023.
Ele se licenciou do mandato de deputado por quatro meses, não retornou ao Brasil, após o encerramento do prazo, mas permanecendo nos Estados Unidos. Como consequência pelas faltas na Câmara dos Deputados, Flávio perdeu o mandato em dezembro. Em junho, foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo.
A acusação sustentou que ele articulou junto a integrantes do governo Donald Trump medidas de pressão contra autoridades brasileiras para tentar interferir na ação penal contra Jair Bolsonaro

