O ex-prefeito de Amargosa e candidato a deputado estadual, Júlio Pinheiro (PT), afirmou, nesta quinta-feira (13), que a chapa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), ao Governo da Bahia nas eleições deste ano, deve prestar esclarecimentos sobre valores recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso no âmbito de uma investigação sobre crimes financeiros.
As críticas ocorreram após a Folha de S.Paulo divulgar que o empresário Alfredo Pacheco Pereira Neto, sócio do ex-ministro e candidato ao Senado, João Roma (PL), firmou ao menos R$ 19,7 milhões em contratos com o Banco Master nos últimos anos. Ainda segundo o jornal, os contratos foram realizados por meio da AB Serviços de Corretagem Financeira, empresa que integra o quadro societário de Pacheco.
“Após ACM Neto ganhar R$ 5,4 milhões em consultorias privadas, recentes reportagens sobre o escândalo do Banco Master trouxeram à tona que o sócio de João Roma, candidato ao Senado na chapa do ex-prefeito de Salvador, também foi beneficiado por ao menos R$ 19,7 milhões em contratos com Master”, afirmou.
Para o candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Amargosa, os postulantes a cargos públicos precisam esclarecer as informações relacionadas aos recebimentos apontados como suspeitos. “O banco Master e Daniel Vorcaro se transformaram, no mínimo, em motivo de desconfiança em todo o Brasil. ACM Neto precisa explicar porque sua chapa recebeu milhões do Master de Vorcaro”.
Por fim, Júlio Pinheiro também afirmou que a atividade política deve ser conduzida com seriedade e não pode ser utilizada como um espaço para negócios. Segundo ele, a população da Bahia não pode esperar honestidade de uma chapa que, em sua avaliação, possui relação com o responsável pelo que classificou como o maior escândalo financeiro do país. “Governar exige transparência, compromisso e responsabilidade com a população”, completou.

