O ex-ministro e candidato ao Senado, João Roma (PL), defendeu a ampliação dos programas de transferência de renda e a adoção de mecanismos que permitam aos beneficiários ingressar no mercado formal de trabalho sem perder imediatamente o auxílio. Em entrevista à Rede Excélsior, nesta terça-feira (29), o ex-ministro da Cidadania afirmou que as políticas sociais devem combinar assistência às famílias em situação de vulnerabilidade com incentivos à geração de renda e à autonomia financeira.
Roma utilizou sua passagem pelo Ministério da Cidadania, entre fevereiro de 2021 e março de 2022, para defender o modelo. Durante sua gestão, o governo de Jair Bolsonaro substituiu o Bolsa Família pelo Auxílio Brasil e estabeleceu inicialmente um benefício mínimo de R$ 400.
“Nós conseguimos mais do que triplicar o valor do Bolsa Família”, afirmou.
Ao tratar do futuro dos programas sociais, Roma afirmou que o aumento dos benefícios deve ser acompanhado por políticas capazes de facilitar a entrada dos beneficiários no mercado de trabalho. Uma das propostas defendidas pelo candidato é permitir que pessoas que consigam emprego com carteira assinada continuem recebendo, por determinado período, parte da assistência social.
Na avaliação dele, esse mecanismo evitaria que o receio de perder imediatamente o benefício se transforme em obstáculo à formalização profissional. Roma também mencionou o pagamento de um adicional de R$ 200 associado à entrada no mercado de trabalho como instrumento para estimular a inclusão produtiva.
Apesar de enfatizar a inclusão no mercado de trabalho, Roma afirmou que não considera suficiente apenas manter os atuais valores destinados às famílias. “Eu acho que é importante não apenas fazer o reajuste, como buscar fazer um aumento do programa”, declarou, ao defender o reforço da assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na entrevista, o candidato ao Senado também associou a defesa da assistência social às propostas apresentadas pelo candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil). Segundo Roma, Neto assumiu o compromisso de manter programas existentes e ampliar as políticas estaduais destinadas às famílias de baixa renda.
Entre as propostas citadas está o pagamento de um auxílio de R$ 500 em dezembro para famílias cujos filhos cumpram critérios relacionados à frequência e à regularidade escolar durante o ano letivo.
Roma afirmou que, caso seja eleito para o Senado, pretende atuar na busca por recursos federais para financiar políticas sociais e projetos destinados à Bahia.

