O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), comparou a repercussão da informação falsa que o associava a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil à facada sofrida pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha eleitoral de 2018. A declaração foi feita na noite desta segunda-feira (28), durante participação no SantoFlow Podcast, voltado ao público católico.
Ao abordar a controvérsia, o senador relembrou o atentado contra Jair Bolsonaro, ocorrido em setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, e classificou a informação falsa disseminada contra ele como uma “espécie de facada”.
“Eu tenho a convicção de que tentaram matar o meu pai porque viram que ele já era presidente do Brasil em 2018. Por isso foram para tentar eliminá-lo. Foi aquela facada, lá em Juiz de Fora… Para você ver, mais uma vez. Eu acho que eu posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim”, disse o candidato ao SantoFlow Podcast.
Durante a entrevista, o candidato também relatou que estava em Minas Gerais, participando de uma agenda eleitoral que incluía uma partida de futebol, quando tomou conhecimento das publicações relacionadas à padroeira do Brasil. Segundo o candidato, após tomar conhecimento do conteúdo que circulava nas redes sociais, ele pediu à equipe que verificasse a origem da informação.
“Eu falei: ‘Como é que é, cara? Checa esse negócio aí que não tem pé nem cabeça’ Como é que isso o corpo? Como é que isso foi propagado com tanta velocidade?”, questionou.
Flávio também relacionou o fato de estar em Minas Gerais quando recebeu a notícia ao atentado sofrido pelo pai no mesmo Estado oito anos antes. No SantoFlow, Flávio voltou a atribuir ao PT responsabilidade pela disseminação da informação falsa.
A acusação já havia sido feita pelo candidato em declarações anteriores. No domingo (27), ele também afirmou que o partido teria recebido ajuda de “gente dentro” da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para espalhar o conteúdo.
A CNBB rebateu a acusação e afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral. A entidade declarou ainda que “a mentira não se combate com outra mentira”.
Flávio também falou sobre sua relação com a religião ao ser questionado sobre como reage às controvérsias enfrentadas durante a disputa presidencial. O senador afirmou que não considera fácil ser “vítima dessas fake news o tempo inteiro”, mas disse recorrer à fé para enfrentar situações desse tipo.
“Mas sabe o que eu faço? Ajoelho e falo: ‘manda mais’. ‘Deus, é projeto seu? Se vira, é contigo agora para resolver, eu estou fazendo minha parte'”, disse.

