O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial, que retirasse de uma carta os trechos em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito”. A informação foi divulgada pela colunista do UOL, Mariana Sanches, e confirmada pelo blog do Valdo Cruz, do G1, com diplomatas que acompanharam os acontecimentos.
Segundo assessores do Departamento de Estado dos Estados Unidos, a expressão poderia indicar que o governo norte-americano reconhecia Flávio como presidente eleito. A interpretação poderia ser considerada um rompimento com o governo brasileiro e gerar problemas nas relações diplomáticas entre os dois países.
Aliados do senador afirmaram que a alteração foi apenas um ajuste no texto divulgado inicialmente. Diplomatas ouvidos pelo blog, no entanto, disseram que a mudança ocorreu após uma manifestação do governo do presidente Donald Trump, que tomou conhecimento do conteúdo da carta.
Trump autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e a concessão de visto humanitário ao senador e à família. Segundo assessores do Departamento de Estado, porém, aceitar a autodeclaração de Flávio como presidente eleito poderia ser interpretado como uma ruptura com o governo brasileiro.

