Por Anderson Luis
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) rebateu ataques à sua influência politica após ter sido preso pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em entrevista ao podcast do Aqui Só Política, ele defendeu o direito à fala depois de cumprir pena.
Em resposta a um telespectador que questionou a presença do Cacique do MDB no Podcast, a jornalista Cíntia Kelly, condutora do bate-papo, destacou a importância de ouvir alguém com tanta vivencia na política baiana como Geddel. “Como não chamar esse personagem da politica brasileira para um podcast de politica? Não tem como”, pontuou a apresentadora.
“Eu fui preso, e pelo que estabelece a legislação brasileira, eu cumpri o que me foi imposto pela sociedade. As pessoas falam em ‘impunidade’ mas eu fui preso. Eu tive minha família sofrendo, paguei os preços daquilo que a sociedade, através do judiciário, imputou a mim. Calado. Diferente de muitos outros, não sai apontando o dedo pra ninguém, querendo dividir responsabilidades”, desabafou o MDBista e completou: “A lei não estabeleceu que eu fique silente. E o que eu acho engraçado é que toda vez que falo nas redes sociais é uma celeuma. […] O que eu posso fazer se eu falo e as pessoas ouvem?”
O ‘bunker’ de Geddel
Em setembro de 2017, Polícia Federal apreendeu um valor que chegou a R$ 51 milhões em caixas de papelão ligadas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Inicialmente, passou 1 dia em cela e foi transferido para o Complexo da Papuda, onde iniciou o cumprimento da pena de 14 anos e 10 meses. Posteriormente, foi transferido para o presidio da Mata Escura, em Salvador, onde concluiu o isolamento.
O ‘bunker’ com dinheiro ilícito foi encontrado em um apartamento no bairro da Graça, na capital baiana, após denuncia.

Anderson Luis é um estudante de jornalismo na Universidade Federal da Bahia – UFBA. Já atuou como pesquisador para o Atlas da Noticia e atualmente é estagiário do Aqui Só Política com Cintia Kelly.

