Por Anderson Luis e Ádila Ribeiro
O governador Jerônimo Rodrigues comentou, nesta terça-feira (4), durante coletiva no encontro do setor produtivo com pré-candidatos ao Governo da Bahia, a prisão de uma PM suspeita de envolvimento na morte de Léo Lanches, em Salvador.
A Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra a suspeita, apontada como autora dos disparos que mataram o jovem. Jerônimo lamentou o crime, prestou solidariedade aos familiares e afirmou que determinou ao secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, que o caso fosse tratado com rigor.
“Me solidarizo com a família, principalmente com os filhos e com a comunidade. E a minha determinação com o secretário Marcelo Werner foi que houvesse rigor. Nós não tratamos do exagero em nenhuma parte. A polícia tem que ser firme, tem que ser forte, mas sem exageros. E a Justiça cuidou disso. Na sexta-feira havia um movimento, um diálogo com o Ministério Público, já nesse sentido. Mas a decisão foi um pedido do Ministério Público com a Justiça. […] A policial vai ter o direito de se defender, mas com prova de rigor no que nós queremos fazer. É justo que ela seja ouvida e julgada. É o que está posto. Então, nós não estamos dizendo que vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Eu confio na Justiça e espero que isso seja tratado com a seriedade que a Justiça faz”, declarou.
Jerônimo afirmou que a suspeita terá direito à defesa e que deverá ser ouvida e julgada dentro dos procedimentos legais.
Avanço do crime organizado na Bahia
Ao tratar do avanço das facções criminosas no encontro com o setor produtivo do estado, o governador afirmou que o problema não é exclusivo da Bahia e que se trata de uma questão de alcance nacional e internacional.
“Sobre o tema do crime organizado, esse é um tema que preocupa o estado da Bahia, preocupa o Brasil e preocupa o mundo. Não é uma situação que acontece só no estado da Bahia. É um tema internacional. O tema do crime organizado, vocês acompanham constantemente: alguns estados com a característica mais forte, outros ficando com um problema mais leve, mas nós sabemos do desafio que nós temos com o crime organizado”, disse o governador.
Ao concluir, Jerônimo afirmou que pretende ampliar o efetivo policial e defendeu a criação de um sistema nacional de segurança pública, além de um Ministério da Segurança Pública. Ele também citou um pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a construção de um presídio de segurança máxima na Bahia.
“Então esse é o meu compromisso: garantir que o acervo de pessoal seja ampliado, com o planejamento comprometido de aumento. E ainda o pedido e o compromisso do presidente Lula da criação de um sistema único de segurança pública, da criação de um Ministério da Segurança Pública, um pedido para a construção de um presídio na Bahia, de segurança máxima, para que os presos praticando crime organizado possam ter um lugar adequado e com a legislação adequada.”

Anderson Luis é um estudante de jornalismo na Universidade Federal da Bahia – UFBA. Já atuou como pesquisador para o Atlas da Noticia e atualmente é estagiário do Aqui Só Política com Cintia Kelly.

