O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), voltou a criticar o Judiciário nesta sexta-feira (2), durante uma chamada de vídeo com o candidato ao Senado João Roma (PL). Ao comentar os acontecimentos que antecederam o cancelamento do debate presidencial da TV Globo, previsto para quinta-feira (1º), o senador classificou as decisões judiciais como censura e acusou aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de interferir no processo eleitoral.
Durante a conversa, Flávio afirmou que o Judiciário “perdeu a vergonha de interferir nas eleições” e relacionou o episódio às decisões que alteraram as condições de realização do debate. O candidato havia anunciado que não participaria do encontro, que acabou cancelado pela emissora.
“O que aconteceu ontem foi uma grande censura. O que aconteceu ontem foi uma interferência nas eleições. Os amigos do Lula trabalhando para beneficiá-lo”, declarou o presidenciável.
João Roma acompanhou as críticas e afirmou que a controvérsia envolvendo o debate ultrapassa a disputa entre os candidatos à Presidência. Na avaliação do candidato ao Senado, as decisões judiciais relacionadas ao encontro colocam em discussão a liberdade de expressão e o respeito à escolha dos eleitores.
“O Judiciário passou de todos os limites. A defesa aqui não é a defesa de um candidato específico, mas é a defesa realmente da nossa liberdade, que custou o sangue do povo brasileiro”, afirmou Roma. “Chega a hora de as pessoas começarem a encarar com seriedade o que está em jogo no futuro do Brasil”, complementou.
O debate da Globo foi cancelado após uma sequência de decisões judiciais e mudanças na composição dos participantes. Flávio Bolsonaro atribuiu sua desistência às restrições impostas pela Justiça Eleitoral ao formato do programa. Lula já havia informado que não compareceria e concedeu uma entrevista ao podcast Flow no horário previsto para o encontro.
Além das críticas ao Judiciário, Flávio Bolsonaro abordou a disputa presidencial e destacou a composição futura do Supremo Tribunal Federal como um dos temas de sua campanha. Ao pedir votos no primeiro turno, o candidato afirmou que pretende impedir que Lula tenha a oportunidade de realizar novas indicações à Corte. “Não vamos deixar o Lula indicar mais quatro ministros para o STF”, disse.
Flávio também utilizou a chamada para reforçar seu apoio às candidaturas de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia e de João Roma e Angelo Coronel (Republicanos) ao Senado. “Tem que votar com força. João Roma, 222, no Senado. Votar com ACM Neto, com 44, para governador”, declarou Flávio. Na sequência, acrescentou: “Quero manifestar o meu apoio a Angelo Coronel, que é o número 100, para o Senado”, ressaltando que os eleitores poderão votar em dois candidatos ao cargo neste domingo (4).
Durante a conversa, João Roma também apresentou a Flávio Bolsonaro um balanço de suas atividades de campanha na Bahia. O candidato mencionou o comício realizado na quinta-feira (1º), em Jequié, e afirmou que o evento contou com a participação de apoiadores das candidaturas de oposição ao governo estadual.
“Aqui na Bahia, nós estamos muito animados. Tinha uma quantidade imensa de pessoas na rua, animadas, inclusive gritando seu nome”, afirmou. “É fundamental mudar a Bahia e mudar o Brasil. Mudar o Brasil com Flávio, 22. Mudar a Bahia com ACM Neto, 44″, completou.

