O chanceler da Argentina, Pablo Quirno, afirmou nesta sexta-feira (30) que o Brasil não solicitou esclarecimentos ao governo argentino sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em direção aos Estados Unidos, com passagem pelo território argentino. Por meio de uma publicação na rede social X, Quirno classificou a informação como falsa e declarou que não houve qualquer pedido de explicações por parte do Brasil.
Entretanto, conforme noticiado pela CartaCapital, o Ministério das Relações Exteriores convocou, na quinta-feira (29), María Emilia Cortés, encarregada de negócios da Embaixada da Argentina no Brasil, para obter informações sobre a possível participação do governo de Javier Milei na saída do senador do país.
O encontro ocorreu de maneira breve, durando apenas alguns minutos, e teve caráter protocolar. Cortés foi recebida pelo embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, responsável pelas relações diplomáticas do Itamaraty com os países sul-americanos. Esse tipo de convocação de representantes diplomáticos é considerado uma prática comum nas relações internacionais.
Na mesma sexta-feira, Quirno também contestou a versão de que a retirada do embaixador argentino, ocorrida em agosto, teria sido determinada pelo presidente Javier Milei. Segundo o chanceler, a decisão partiu unilateralmente do Brasil, que também teria solicitado a retirada do representante argentino.
A publicação de Quirno foi compartilhada por Milei na rede social X. Na ocasião, o presidente argentino criticou o jornal La Nación, classificando-o como um veículo de comunicação que, segundo ele, divulga informações falsas e atua de maneira tendenciosa.

