O Tribunal de Contas da União (TCU) deve julgar em 21 de maio possíveis irregularidades na compra de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia de Covid-19. O contrato, no valor de R$ 48,7 milhões, foi firmado com a empresa Hempcare, que não entregou os aparelhos. Os auditores da corte responsabilizaram Carlos Gabas, então secretário-executivo do Consórcio, e Valderir Claudino de Souza, ex-gerente administrativo, sugerindo multas e inabilitação para cargos públicos.
O relator do processo é o ministro Jorge Oliveira. Na semana passada, o caso chegou ao plenário, mas foi adiado após pedido de vista do ministro Bruno Dantas. Gabas alegou que a compra ocorreu em um contexto emergencial e seguiu orientações da Advocacia-Geral da União, enquanto o TCU apontou falhas, como a contratação de uma empresa com capital social de apenas R$ 100 mil e sem histórico de fornecimento para a administração pública.

