O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que seja negado o recurso apresentado pelo PDT, que trata da possibilidade de Carlos Muniz (PSDB) concorrer novamente à presidência da Câmara Municipal de Salvador.
Na manifestação enviada ao ministro Gilmar Mendes, o prefeito argumenta que uma nova permanência de Muniz no comando da Casa Legislativa resultaria em seis anos consecutivos no cargo.
Segundo Bruno Reis, Muniz assumiu a presidência em janeiro de 2023, após Geraldo Júnior (MDB) deixar a função, e foi eleito posteriormente para o período de 2025 a 2026. A Prefeitura também mencionou uma recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) contrária à participação do vereador em uma terceira gestão consecutiva, por entender que a candidatura poderia contrariar decisões anteriores do STF.
O prefeito também comparou a situação às normas que regulamentam os mandatos no Poder Executivo. Para ele, o presidente da Câmara Municipal não deve contar com condições mais permissivas do que aquelas estabelecidas para o presidente da República.
A análise do caso está prevista para ocorrer no plenário virtual do STF, entre os dias 6 e 13 de novembro. Enquanto a decisão não é divulgada, a disputa pela presidência da Câmara segue em andamento. O vereador Alexandre Aleluia (Novo), que conta com o apoio do grupo político de Bruno Reis, afirma reunir o respaldo de 33 dos 43 parlamentares e tenta conquistar novos apoios entre os integrantes da oposição.

