Os candidatos à Presidência da República tiveram a oportunidade, na noite desta sexta-feira (23), de se enfrentarem pela última vez antes da eleição que definirá o comando do Brasil pelos próximos quatro anos. Promovido pela TV Globo, o debate teve temas predefinidos, com sorteio de quem abriria o bloco de perguntas e escolha da região do país ao qual seria direcionada.
Diferente do primeiro debate, promovido no dia 18 pela TV Band, tanto o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como Flávio Bolsonaro (PL) aproveitam o novo embate para discutir suas propostas de governo, visando uma melhoria para a população brasileira. Entretanto, mais do que discutir projetos, não faltaram acusações e cobranças de ambos os lados.
Dividido entre quatro blocos, o debate teve temas melhores aprofundados como economia, segurança, educação e dívida pública, nos três primeiros blocos, deixando o último para tratar de assuntos livres, e melhor explorado, se comparado ao ocorrido na TV Band.
Entretanto, quando o bloco foi de tema livre, tanto Lula como Flávio optaram por trocar acusações sobre investigações, como o caso do Banco Master e Lulinha, filho do presidente Lula, além de cobranças da abertura do sigilo bancário. O filho de Jair Bolsonaro criticou a saída dos presos em cárceres, em datas especificas, defendendo o emprego de medidas mais rigorosas a criminosos. Para além disso, o candidato do PL afirmou que o motivo do custo elevado de vida das famílias brasileiras está ligado ao descontrole das contas públicas.
Em contrapartida, Lula rebateu, usando o governo de Javier Milei, presidente da Argentina, como exemplo, que utilizou a política do “tesouraço”, com cortes de gastos, e impactou investimentos no país e no qual Flávio teria dito em alguns momentos da sua campanha que seria a base para sua gestão. Vale lembrar que Milei é aliado internacional dos bolsonaristas.
Outro momento de acusações ocorreu quando o candidato petista acusou seu adversário de advogar para o policial militar Bruno Delaroli, acusado de assassinato da menina Ana Clara, em 2021 com um tiro de fuzil na porta de casa, em Niterói. O senador argumentou que não há provas de que o policial tenha cometido o crime e contestou a acusação.
Lula questionou Flávio sobre uma disputa pela posse de uma ilha privada, adquirida pelo jogador Richarlison, em Angra dos Reis (RJ), que envolve o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio.
Sobre o filme Dark Horse, no qual Flávio pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, o senador afirmou que os valores recebidos para produção não envolveram dinheiro público nem contrapartidas indevidas.
Ele também questionou Lula sobre um uísque que, segundo sua fala, valeria R$ 500 mil. Lula respondeu trazendo novamente à discussão o caso Banco Master e Daniel Vorcaro.

Ádila Ribeiro é uma Jornalista formada pela FTC, pós graduada em assessoria de imprensa, além de graduação tecnóloga em Gestão Comercial. Atuou no entretenimento do site Panorama da Bahia. Hoje trabalha nos sites Notícias da Bahia e Aqui Só Política.

