Integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam falhas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) na crise provocada pelas mudanças de seções de votação para o segundo turno das eleições.
No sábado (17), o site do TSE informou alterações em 4.289 seções eleitorais, levando o PT a pedir providências. Na segunda-feira (19), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que os corregedores dos TREs realizassem uma revisão detalhada dos dados.
Durante a checagem, foram identificadas falhas na alimentação do sistema e duplicidade de registros, que inflaram os números divulgados. Segundo fontes do tribunal, também foram encontrados erros nos nomes de escolas e casos de eleitores vinculados a seções diferentes das corretas.
Após a revisão, o número de seções com alterações previstas caiu para 448, distribuídas por 143 escolas. Os dados passarão a ser atualizados quatro vezes ao dia, por determinação do corregedor.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, orientou que as mudanças sejam feitas apenas quando não houver outra alternativa. Diante da proximidade do segundo turno, o tribunal acelerou a revisão para corrigir as inconsistências o mais rápido possível.
Segundo fontes da Corte, a atuação do presidente do TRE de Santa Catarina, desembargador Carlos Roberto da Silva, foi importante para conter a crise. Ele sugeriu a divulgação de uma nota conjunta para esclarecer os motivos das alterações e afastar a responsabilidade direta do TSE.
No comunicado, os tribunais afirmaram que as mudanças ocorrem principalmente em razão de eventos climáticos extremos, problemas na infraestrutura dos locais de votação identificados posteriormente e questões de segurança pública.

