O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi aconselhado por aliados do partido a comparecer no Senado caso o fim da escala 6×1 seja aprovado nesta quarta-feira (14). A PEC n° 221/2019 prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40h semanais e dois dias de folga sem redução salarial.
A votação no plenário da Casa deve ocorrer em dois turnos na mesma sessão, mas sob dúvidas da possibilidade da conclusão.
Alguns aliados do petista afirmam que já se discute a provável presença do presidente no Congresso caso a PEC seja aprovada. O fim da jornada atual e a implementação dos dois dias de descanso semanal é uma das principais pautas da campanha de Lula à reeleição.
A base do governo tenta mobilizar as assinaturas suficientes para aprovar um requerimento de quebra de interstício, procedimento que permite antecipar o segundo turno de votação. Nesta terça (13), a líder do governo Teresa Leitão (PT-PE) já havia somado ao menos 40 assinaturas favoráveis ao procedimento.
Na terça-feira (13), o novo porta-voz da campanha de Lula e também senador, Camilo Santana, não descartou a possibilidade de ida do presidente à Casa.
Pouco antes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República, mudou o tom sobre o tema e disse que votará a favor da alteração constitucional. A posição do candidato praticamente aboliu as intenções de tentar barrar o avanço da pauta.
“Vamos trabalhar [para isso]”, disse Camilo. “O importante é que é uma vitória para o povo brasileiro. Foi uma vitória o candidato adversário ter anunciado que vai votar a favor da escala. Mudou de opinião e a gente espera que ele não possa, no futuro, mudar de novo.”

